Coisas escritas

reflexões da Benedita Maldita

Nevoeiro

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O nevoeiro toldou as minhas mãos. Parece o risco de água que escorre dos teus olhos secos de raiz, que semente não brotou. O meu nevoeiro ofereço aos teus olhos, a minha neblina aos teus pés, raiz do chão que amassas sem dó um ventre sem luz. Empresta-me as gotículas que arrancas do meu solo, para que um dia os meus dedos se transformem em pincéis para o teu rosto tornear cada molécula de mim. O teu nevoeiro toldou o meu sol. Parece a serpente dos caminhos a direito ao destino do rio que tu és porque és mar.

Julho 26, 2007 - Publicado por Benedita Maldita | contos | | Sem comentários ainda

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