Lucinda Macia
Lucinda carregava uma chávena de porcelana na bandeja da mão, da mão amaciada pela água das lágrimas esmorecidas pelo recorte do canto da boca. Ele moldava a poltrona. Os braços pousados em inertes movimentos, simulavam um mudo gesto, o gesto que segura a chávena a caminho pela Lucinda inerte pelos ataques dele, sentado na poltrona que ela moldou com as mãos macias pelas lágrimas.
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