A Curiosidade Matou o Cão Curioso
As patas de Elias no volante parado, focinho bússola apontado a norte acidental, não Ocidental. A curiosidade matou o gato, a curiosidade matou o cão. Cão imbecil! Anda para frente, acelera essas patas unhadas e rosna para a frente, curioso filho de mórbidos falatórios de dia seguinte. Segue parado a corrente de carros para morder o olho ao outro lado da faixa, a acidentada.
– Cão estúpido! Anda mas é que quero chegar a tempo ao veterinário. Já não suporto esse teu cheiro a cão e tenho pressa que seques o cheiro a cão molhado. Curioso de um raio!
- Que foi? Eu é que estou a conduzir, sim? Eu quero ver o acidente, Arrffff, grrrrr!
Mentecapto! Afunilados na auto-estrada pela retrógrada fome de tragédia.
– Ó Elias! Deixa lá o acidente do outro lado da faixa!
Não se anda para a frente quando se insiste em olhar para trás.
- Pronto, vamos lá, tanta pressa para quê? Já me deixaste com o focinho de trombas.
Cão retrógrado…
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