Eficiente Mental
O eficiente mental do meu cão tem dislexia no lado do hemisfério da compreensão. O meu Elias é assim, e assim o é desde que com as minhas sucintas compreensões de cão abandonado, lhe coloquei um osso mal nutrido, o qual nunca agradeceu.
Elias: Baaa…nem se compara ao suculento bife da minha antiga dona…
Benedita: Grande cão! Estupor faminto. Dá cá o prestigioso osso, pois não faltará língua que o aproveite…seu…seu cão!
Se eu fosse cão sentir-me-ía ofendida por ser comparada a quadruples. É que essas coisas de duas pernas não as sabem usar, nem metade do cérebro sabem possuir. O meu cão, vá que não vá, identifica a fêmea pelo pêlo e pelo odor em contraste dos menos peludos alguns pêlos, que nem cheiro sentem e já se julgam donos da fêmea sem cio.
Elias: ai aquela cadela ali do bairro perto da ribeira…que belos caninos e que bela orientação nasal…
Benedita: Ó cão! Raios te partam se não te eduquei para pareceres estúpido sem o seres! Deixa lá a cadela em paz e sossego! Pareces o Tono do bar da Florência, que a cada traço de café um lábio refere, lá se julga dono do estampado escarlate. Não sejas burro cão! Sê cão!
Sê cão, meu burro!
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