Tiras-me a inspiração

Sócrates (o filósofo, não o actual 1º Ministro)
Apesar do teu bom gosto e intento, tiras-me a inspiração.Tiras-me de antemão a conspiração, a transpiração que antecede a criação e atropelada sinto a imaginação. Apagas-me na tua sabedoria lida o esplendor de saber seguir em contramão, a minha aptidão descabida e reclamas a minha ignorância como uma imagem sem cor nem dor, sem sensação. Tu, ignorante de criatividade, na minha engrenagem não tens lugar nem tentarás afogar-me numa cascata académica…
VALHA-TE DEUS!!
Valha-me Deus, valha-me tu e o teu. Valha-me a rua cheia de caca de animal errante, andante, preso na mente de uma alma pedante, valha-nos eu e o meu. Deus queira que tenha caquinha suficiente para transbordar mares e ares, sistemas solares, casas e bares, cheiros e amores mal feitos, a eito, a direito, a meio e a Deus me valha quando tu me calhas, encalhas e falhas, falho. Queira Deus o céu sorridente, ardente, dormente em teu desamor, a minha cor, a tua dor, as minhas mãos, o teu caixão, o meu cão que deixa caca no chão. Valha-me Deus!
CANTO
O desencanto que me encanta, o que me cantas me desafina, o que me encantas me descansas, na espera, na esperança que me canta, desafinado, desencontrado, não me encontras, não me encantas, no teu desprezo, no meu enredo, e no final, só me encantas com o teu desencanto.
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